terça-feira, 18 de agosto de 2020

Austrália tão longe e tão perto


Há muito tempo, vagueava numa praia australiana. Os detalhes são inesquecíveis e revelavam a preocupação de um Criador meticuloso.

Aqui uma árvore, onde se pendurava um koala, alguns Cangurus saltitavam no chão, tartarugas moviam-se lentamente em movimentos circulares.

O mar trazia o som real das ondas que se espraiavam em espuma na areia, e a música convidava ao romance.

Um rectângulo de erva marcava um bom sitio para dançar, e nos seus cantos pequenos fardos de palha empilhados prometiam mais que bons momentos de descanso.

O nome do Criador perdeu-se no tempo, mas só o nome: tinha cabelos compridos e um corpo magro. Vivia numa área de muita vegetação e, apesar de ter companhia, estendia o corpo lânguido na praia à mercê de um toque, de dedos que a tornassem harpa.

A comunicação era assim, dedos em letras, cérebros em dedos, e tudo era possível, pois entre cérebros, sem mais nada é assim.

Hoje, nos tempo de afastamento físico, exigido pelas circunstâncias, recordo em segredo, o que não se pode contar acerca da comunicação a distância: a terminologia própria, as palavras especificas, a tradução de sons e emoções, os momentos que em conjunto construíam aquelas e as faziam perdurar no tempo.

A Sedução aprendia-se, e aperfeiçoava-se essa arte: as mentes ligavam-se e sibilavam em conjunto em luz e vocábulos.

As palavras que escrevia, não há palavras que as possam descrever. Eram directas, como químicos, directas aos centros responsáveis pelas emoções.

Tanto que as pessoas desconhecem dessa arte da construção de relações. Tanto que perdem. Tanto que não encontro.

domingo, 7 de julho de 2019

Run from Metaverse for less

Had Run from Metaverse
for the smell
of a hair
And the touch
of a Skin
Now in each day
i have less of both.
Cant think anymore
on simple things.
A Kiss,
or a Hug
or make love.
It seams what was important
for me
is important only for me.
And so
day by day
i loose and forget
What i am.

domingo, 11 de novembro de 2018

5 ANOS DEPOIS

Todos estes anos depois, volto ao Metaverso, o que não é bom sinal. Vim para aqui à procura de algo, perdido, e agora venho para aqui sem procurar nada, perdido. No metaverso, cinco anos depois, ninguém se esqueceu de mim as velhas amigas continuam especiais e eu continuo especial. Penso eu ninguém de facto me entenderá nunca, ninguém para me ouvir ou conversar. Sou apenas um excêntrico.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Partiste

Partiste e eu fiquei
de mãos vazias
sem saber
o que fazer
sem ti.
Pelo menos
houve uma explicação
sumária
se bem que entenda
não fizeste
como a outra.
Se bem que entenda
não é fácil.
Já pouco mais quero
deste mundo,
vaguear mudo
até me fartar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Tempo

O tempo passa
como que escorrendo
entre os dedos
e a minha alma
devassa
acalma
em seus segredos.
Por ti, de ti
tenho tudo
sempre incondicional afeição
e sempre que o começo
a esquecer
procuro de novo
o amor na tua mão.